sexta-feira, 30 de abril de 2010

“(...) Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais?
Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o titulo de homem.
Eu sou a coisa, coisamente.”
Carlos Drummond de Andrade

O que o poeta quis dizer com isso é basicamente que a moda deforma o nosso estilo pessoal. Se seguirmos a moda à risca, iremos acabar perdendo a nossa identidade, tornaremo-nos escravos da mídia. Além do próprio estilo, a mídia nos influencia a comprar determinadas marcas. Isso pode fazer a pessoa se sentir orgulhosa, mas será que ela comprou isso porque ela realmente quis ou porque tinha o desejo de ser vista como uma pessoa “estilosa”, se encaixar em algum grupo? Nisso, a pessoa já deixou de ser alguém, tornou-se uma ostentação de diferentes marcas ambulante.

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