sexta-feira, 30 de abril de 2010

Às vezes é difícil ter tempo de se exercitar com a rotina corrida do dia-a-dia. Porém, há coisas que nós todos podemos fazer sem perder tempo e ainda assim garantir a nossa boa saúde. Podemos, por exemplo caminhar uma parte do caminho para o trabalho ou a escola, ao invés de ir de carro ou de ônibus, ou até mesmo ir de bicicleta. Há academias que têm horários flexíveis também, e você pode conseguir se encaixar em um deles. Se você não tem dinheiro pra pagar, a solução mesmo é caminhar ou andar de bicicleta.

Minha atividade de academia preferida é o body combat, pois além de estarmos nos exercitando e ouvindo música, podemos ainda nos desestressar socando e chutando, mesmo que seja só o ar.

Uma marca muito famosa, hoje em dia, é a Nike. Muita gente gasta muito dinheiro com os seus produtos.

A empresa nasceu em 1972, e foi criada por um treinador de atletismo universitário e seu sócio. A Nike é a Líder mundial em vendas de material esportivo e na Europa a segunda maior, perdendo apenas para a alemã Adidas em países como França, Espanha e Alemanha e na Grã-Bretanha perde para marca local Umbro. A Nike é criticada por explorar os trabalhadores em países como Indonésia e México. A companhia tem sido objeto de muitas críticas pelas condições de trabalho precárias e a exploração de mão-de-obra barata empregada em outros países sem legislação trabalhista adequada e com incentivos fiscais onde seus produtos são manufaturados.

Há como não ser influenciado pela mídia e moda? Nos dias de hoje, é difícil. É difícil ter a coragem de erguer a cabeça e dizer “eu sou diferente!”. Porém não é impossível. Afinal, qual é a graça de ser igual a todo mundo? Não seria muito mais legal se cada um tivesse um estilo próprio, uma identidade? Assim as pessoas se identificariam entre si, e formariam grupos de pessoas com interesses e gostos em comum. Devemos, então, sempre procurar nos vestir e nos comportar como queremos e não como a mídia nos impõe, porque isso é possível.

“(...) Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais?
Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o titulo de homem.
Eu sou a coisa, coisamente.”
Carlos Drummond de Andrade

O que o poeta quis dizer com isso é basicamente que a moda deforma o nosso estilo pessoal. Se seguirmos a moda à risca, iremos acabar perdendo a nossa identidade, tornaremo-nos escravos da mídia. Além do próprio estilo, a mídia nos influencia a comprar determinadas marcas. Isso pode fazer a pessoa se sentir orgulhosa, mas será que ela comprou isso porque ela realmente quis ou porque tinha o desejo de ser vista como uma pessoa “estilosa”, se encaixar em algum grupo? Nisso, a pessoa já deixou de ser alguém, tornou-se uma ostentação de diferentes marcas ambulante.

A busca incessante pela beleza traz grandes vantagens para a indústria, que vende seus produtos muitas vezes por preços absurdos. Nós, adolescentes, deveríamos ser responsáveis pela nossa identidade corporal, porém a mídia nos influencia e muito nos dias de hoje. Às vezes nos importamos se os outros vão reparar nas roupas que estamos usando, se estamos “na moda”. Por causa disso, é comum pessoas gastarem o dinheiro que não têm com roupas e acessórios caros. E com isso, perdemos a nossa identidade, tornamo-nos apenas mais um na multidão, afinal, se todos estão na moda, todos estão iguais. Antes estar fora de moda do que ser absolutamente comum.