Nesta época de copa, muitas pessoas se tornam esportistas. Ou pelo menos é o que dizem. Mas será que a mídia não nos influencia, não nos obriga a gostar de esportes apenas para que nos sentemos em frente à televisão para assistir a um jogo, ou compremos um jornal para saber as últimas novidades? Além disso, ainda há a indústria da moda, vendendo tênis e roupas esportistas, que as pessoas compram não porque gostam ou porque vão praticar esportes, mas porque está na moda. Claro que essa época em que o esporte está em alta é uma boa hora para começarmos a nos exercitar, mas não só agora. O esporte deve ser uma prática contínua, uma atitude que deve ser tomada sempre, e não só quando todos estão fazendo isso. Devemos praticar o esporte ativamente, e não passivamente. Por isso, vamos todos nos exercitar sempre e continuar curtindo a Copa do Mundo, que, aliás, acaba nesse domingo, dia 11.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
We're All African
A África do Sul, como todos atualmente sabem, se situa no sul da África. Lá vivem cerca de 50 milhões de pessoas, das quais 70% são negros, contra 12% de brancos descendentes de holandeses e ingleses e 13% euroafricanos. A região é muito conhecida pelos seus minérios, principalmente os diamantes. Apesar de toda essa riqueza, a população é muito pobre, e sofre muito com a fome e doenças.
Apesar de tantas dificuldades que enfrenta, o povo africano é muito alegre, e contagia a todos com essa alegria. Por isso o mundo inteiro se sentiu feliz nessa copa de 2010. Afinal, a África do Sul sempre foi um país esquecido, e com a copa, todos os olhos do mundo se voltaram para lá. Nessa copa, todos nós somos africanos.
Para a copa do mundo do Brasil de 2014, esperamos que os olhos do mundo se voltem para os problemas existentes aqui também, pois é uma oportunidade de melhoras. Com a construção de novos estádios e a nova infra-estrutura das cidades que irão sediar os jogos, todos iremos ganhar. Esperamos, assim, que em 2014 aqui no Brasil, assim como agora na África do Sul, os olhos das pessoas não se voltem apenas para o futebol, mas também para as populações que vivem nos países que sediam esse grande evento do esporte, que é uma paixão mundial.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Às vezes é difícil ter tempo de se exercitar com a rotina corrida do dia-a-dia. Porém, há coisas que nós todos podemos fazer sem perder tempo e ainda assim garantir a nossa boa saúde. Podemos, por exemplo caminhar uma parte do caminho para o trabalho ou a escola, ao invés de ir de carro ou de ônibus, ou até mesmo ir de bicicleta. Há academias que têm horários flexíveis também, e você pode conseguir se encaixar em um deles. Se você não tem dinheiro pra pagar, a solução mesmo é caminhar ou andar de bicicleta.
Minha atividade de academia preferida é o body combat, pois além de estarmos nos exercitando e ouvindo música, podemos ainda nos desestressar socando e chutando, mesmo que seja só o ar.
Uma marca muito famosa, hoje em dia, é a Nike. Muita gente gasta muito dinheiro com os seus produtos.
A empresa nasceu em 1972, e foi criada por um treinador de atletismo universitário e seu sócio. A Nike é a Líder mundial em vendas de material esportivo e na Europa a segunda maior, perdendo apenas para a alemã Adidas em países como França, Espanha e Alemanha e na Grã-Bretanha perde para marca local Umbro. A Nike é criticada por explorar os trabalhadores em países como Indonésia e México. A companhia tem sido objeto de muitas críticas pelas condições de trabalho precárias e a exploração de mão-de-obra barata empregada em outros países sem legislação trabalhista adequada e com incentivos fiscais onde seus produtos são manufaturados.
Há como não ser influenciado pela mídia e moda? Nos dias de hoje, é difícil. É difícil ter a coragem de erguer a cabeça e dizer “eu sou diferente!”. Porém não é impossível. Afinal, qual é a graça de ser igual a todo mundo? Não seria muito mais legal se cada um tivesse um estilo próprio, uma identidade? Assim as pessoas se identificariam entre si, e formariam grupos de pessoas com interesses e gostos
“(...) Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais?
Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o titulo de homem.
Eu sou a coisa, coisamente.”
Carlos Drummond de Andrade
O que o poeta quis dizer com isso é basicamente que a moda deforma o nosso estilo pessoal. Se seguirmos a moda à risca, iremos acabar perdendo a nossa identidade, tornaremo-nos escravos da mídia. Além do próprio estilo, a mídia nos influencia a comprar determinadas marcas. Isso pode fazer a pessoa se sentir orgulhosa, mas será que ela comprou isso porque ela realmente quis ou porque tinha o desejo de ser vista como uma pessoa “estilosa”, se encaixar em algum grupo? Nisso, a pessoa já deixou de ser alguém, tornou-se uma ostentação de diferentes marcas ambulante.
A busca incessante pela beleza traz grandes vantagens para a indústria, que vende seus produtos muitas vezes por preços absurdos. Nós, adolescentes, deveríamos ser responsáveis pela nossa identidade corporal, porém a mídia nos influencia e muito nos dias de hoje. Às vezes nos importamos se os outros vão reparar nas roupas que estamos usando, se estamos “na moda”. Por causa disso, é comum pessoas gastarem o dinheiro que não têm com roupas e acessórios caros. E com isso, perdemos a nossa identidade, tornamo-nos apenas mais um na multidão, afinal, se todos estão na moda, todos estão iguais. Antes estar fora de moda do que ser absolutamente comum.